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QUARTA EDIÇÃO DA SEMANA DOS(AS) CORDELISTAS DO VELHO CHICO É REALIZADA COM SUCESSO

  • 11 de jun.
  • 14 min de leitura

Ibotirama (BA) – A 4ª edição da Semana dos(as) Cordelistas do Velho Chico consolidou-se como um importante movimento de valorização da Literatura de Cordel, das tradições populares e da produção artística do Território Velho Chico. Realizada pela Fundação de Desenvolvimento Integrado do São Francisco (FUNDIFRAN), com apoio do Governo do Estado e parceiros locais, a iniciativa promoveu uma extensa programação formativa e cultural entre os meses de fevereiro e junho de 2026, envolvendo estudantes, educadores(as), poetas, pesquisadores(as), artistas populares, comunidades tradicionais e o público em geral. O projeto também incluiu ações de pesquisa e organização da Antologia dos(as) Cordelistas do Velho Chico, reunindo 35 autores(as) do Velho Chico e região.


Quarteto Lamparina
Quarteto Lamparina
Mesa Institucional com Gilberto Morais (SECELTI), Dermeval Oliveira (FUNDIFRAN), Raquel Pinto (FPC) e Patrícia Rejane (NTE-VC)
Mesa Institucional com Gilberto Morais (SECELTI), Dermeval Oliveira (FUNDIFRAN), Raquel Pinto (FPC) e Patrícia Rejane (NTE-VC)

Muito antes da culminância do projeto no Cais de Ibotirama, na Praça Mãe Josina, a equipe da FUNDIFRAN já percorria escolas de oito municípios do território por meio de oficinas de introdução à Literatura de Cordel. As atividades aconteceram em Muquém do São Francisco, Ibotirama, Riacho de Santana, Carinhanha, Serra do Ramalho, Sítio do Mato, Paratinga e Bom Jesus da Lapa, alcançando estudantes e educadores(as) e fortalecendo o diálogo entre literatura e educação. O projeto também realizou reuniões de planejamento com gestores(as) educacionais, uma oficina de formação de jovens mediadores(as) culturais e diversas ações de mobilização comunitária, ampliando o alcance da proposta e contribuindo para a formação de novos leitores(as) e produtores(as) de cultura.


Oficina de Cordel com Josemário Fernandes no CETEP Velho Chico (Ibotirama, 06/05/26)
Oficina de Cordel com Josemário Fernandes no CETEP Velho Chico (Ibotirama, 06/05/26)
Oficina de Cordel com Cléber Eduão no Colégio Estadual Sinésio Costa (Riacho de Santana, 08/05/26)
Oficina de Cordel com Cléber Eduão no Colégio Estadual Sinésio Costa (Riacho de Santana, 08/05/26)
Oficina com Jovens Mediadores(as) Culturais (Ibotirama, 16/05/26)
Oficina com Jovens Mediadores(as) Culturais (Ibotirama, 16/05/26)

A programação da culminância teve início com atividades descentralizadas em comunidades e instituições de ensino. Entre os destaques estiveram a contação de histórias com Reginaldo Belo e Jurandyr Miranda na comunidade de Riacho de Serra Branca, em Muquém do São Francisco; a apresentação do espetáculo de teatro de bonecos “Zezin Siriema e Baltazar na Feira”, realizada pelo Grupo Mistura no Colégio CPP, em Ibotirama; a oficina de xilogravura ministrada por Lucélia Borges; e a roda de conversa “Cordel e Educação” com Marco Haurélio, Antônio Barreto e Zeca Pereira, que reuniu pesquisadores(as), estudantes, poetas e educadores(as) para discutir as contribuições da literatura popular para os processos educativos.


Reginaldo Belo e Jurandyr Miranda na Comunidade de Riacho de Serra Branca (Muquém do São Francisco, 01/06/26)
Reginaldo Belo e Jurandyr Miranda na Comunidade de Riacho de Serra Branca (Muquém do São Francisco, 01/06/26)
Espetáculo de Teatro de Bonecos com o Grupo Mistura no Colégio CPP (Ibotirama, 02/06/26)
Espetáculo de Teatro de Bonecos com o Grupo Mistura no Colégio CPP (Ibotirama, 02/06/26)
Oficina de Xilogravura com Lucélia Borges (Ibotirama, 03/06/26)
Oficina de Xilogravura com Lucélia Borges (Ibotirama, 03/06/26)
Roda de Conversa sobre "Cordel e Educação" com Marco Haurélio, Antônio Barreto e Zeca Pereira (Ibotirama, 03/06/26)
Roda de Conversa sobre "Cordel e Educação" com Marco Haurélio, Antônio Barreto e Zeca Pereira (Ibotirama, 03/06/26)

Entre os dias 4 e 6 de junho, a Praça Mãe Josina e a Praça do Cais, em Ibotirama, transformaram-se em um grande espaço de celebração das culturas populares. A programação reuniu recitais dos(as) poetas da antologia, lançamentos de publicações, apresentações musicais, rodas de diálogo, oficina de xilogravura e exposições, barracas de cordel, artesanato e culinária regional, além de espaços de leitura desenvolvidos em parceria com a Fundação Pedro Calmon.


Mesa de diálogo com Poetas da Antologia de Cordelistas do Velho Chico (4ª edição, 04/06/26)
Mesa de diálogo com Poetas da Antologia de Cordelistas do Velho Chico (4ª edição, 04/06/26)
Grupo Ciranda Embolada
Grupo Ciranda Embolada
Oficina de Xilogravura com Pita Paiva (Ibotirama, 05/06/26)
Oficina de Xilogravura com Pita Paiva (Ibotirama, 05/06/26)
Ferinha de Cordel (Praça Mãe Josina, Ibotirama)
Ferinha de Cordel (Praça Mãe Josina, Ibotirama)
Ferinha de Artesanato (Praça Mãe Josina, Ibotirama)
Ferinha de Artesanato (Praça Mãe Josina, Ibotirama)
Ferinha de Culinária (Praça Mãe Josina, Ibotirama)
Ferinha de Culinária (Praça Mãe Josina, Ibotirama)

O público também acompanhou apresentações de artistas e grupos culturais da região, como Ciranda Embolada, Igor Trovanova, Banda Afluente, Coral Vozes do Encanto, Coral Do Ré Mi, cantadores populares e diversos representantes da música regional do Velho Chico.


Crisna Imhof, do Grupo Ciranda Embolada
Crisna Imhof, do Grupo Ciranda Embolada
Igor Trovanova em homenagem ao mestre Wilson Aragão
Igor Trovanova em homenagem ao mestre Wilson Aragão
Banda Afluente
Banda Afluente
Coral Vozes do Encanto (Colégio de Tempo Integral Odontina Laranjeira, Ibotirama)
Coral Vozes do Encanto (Colégio de Tempo Integral Odontina Laranjeira, Ibotirama)

Um dos momentos especiais da programação ocorreu na abertura do evento na Praça, com a participação de representantes das aldeias Kiriri e Tuxá, reafirmando o compromisso do projeto com a diversidade cultural e o reconhecimento dos povos originários.


Indígenas da Aldeia Kiriri (Muquém do São Francisco)
Indígenas da Aldeia Kiriri (Muquém do São Francisco)
Indígenas da Aldeia Tuxá (Ibotirama)
Indígenas da Aldeia Tuxá (Ibotirama)
Apresentação de Beatriz Tuxá
Apresentação de Beatriz Tuxá

O encerramento também emocionou o público com um grande cortejo cultural envolvendo grupos de reisado de Ibotirama e a participação do Boi da Privintina, fortalecendo a preservação das manifestações populares do Médio São Francisco e destacando a riqueza do patrimônio cultural da região.


Cortejo com os Reisados de Lica, Elenita e Nêga (Ibotirama)
Cortejo com os Reisados de Lica, Elenita e Nêga (Ibotirama)
Cortejo com o Boi da Privintina
Cortejo com o Boi da Privintina

Outro resultado bastante significativo da quarta edição do projeto foi o diálogo sobre a criação da Rede de Poetas Cordelistas do Vale do São Francisco, iniciativa que surge como um passo estratégico para ampliar a articulação entre escritores(as), pesquisadores(as), educadores(as) e agentes culturais do território que, de alguma forma, dialogam com o Cordel. A proposta visa fortalecer intercâmbios, promover ações coletivas e ampliar a circulação da produção literária regional, contribuindo para a valorização permanente da cultura do cordel e das identidades ribeirinhas do Velho Chico.


Oficina com a Rede de Poetas de Cordelistas do Velho Chico
Oficina com a Rede de Poetas de Cordelistas do Velho Chico

A realização da 4ª Semana dos(as) Cordelistas do Velho Chico foi possível graças à parceria entre a FUNDIFRAN, as secretarias municipais de Cultura, Educação e Desenvolvimento Rural e Urbano de Ibotirama, além do apoio do Edital Bahia Literária, da Fundação Pedro Calmon, das Secretarias de Cultura e Educação do Estado da Bahia, Governo do Estado da Bahia, veículos de comunicação, equipes de produção, artistas, expositores(as), escolas, universidades, jovens mediadores(as) e dezenas de colaboradores(as) que contribuíram para a construção coletiva do projeto.

 

A edição de 2026 reafirma a Semana dos(as) Cordelistas do Velho Chico como um importante instrumento de democratização do acesso à cultura, incentivo à leitura, valorização dos saberes populares e fortalecimento das expressões artísticas do Vale do São Francisco, deixando um horizonte de pertencimento para as atuais e futuras gerações.


Som, Telão, Iluminação e Palco: Insight Produtora

Fotógrafos: Lucimário Alecrim, Juan Pablo e Gabriel Ferreira

Captação de Imagens/Registros em Vídeos: Aristenilson Laranjeira (Videoarte Produtora)

Profissional de LIBRAS: Professor Noel de Jesus

Equipe do Projeto: Naiara Alecrim, Ângela Maria, Priscila Santos, Cléber Eduão, Josemário Fernandes, Gerri Cunha e Clidenor José.

Oficineiros(as) de Xilogravura: Lucélia Borges e Pita Paiva

Equipes FUNDFIRAN: Projetos Cisternas, ATER Bioma Caatinga, ATER Bioma Cerrado e ATER Bahia Sem Fome.

Poetas Participantes da Antologia de Cordelistas do Velho Chico (4ª edição):

Elita Pereira (Morpará), Ana Luíza (Oliveira dos Brejinhos), Bule–Bule (Antônio Cardoso), Eunice Francisca e Dânia Oliveira (Brotas de Macaúbas), Antônio Boaventura (Barra), Antônio Barreto (Santa Bárbara), Isabel de Jesus (Coco), Dalva Nogueira (Malhada) Flávio Dantas (Uibaí), Janaína Kiriri (Muquém do São Francisco), Maísa Moura (Muquém do São Francisco), Índia Caatingueira (Irecê), Jarbas Éssi (Ibotirama), Sil Fogaça (Carinhanha), Marcelo Figueiredo (Bom Jesus da Lapa), Josemário Fernandes (Ibotirama),  Antônio Régie (São Gabriel), Pita Paiva (Uibaí), Lamartine Araújo (Ibotirama), Chico Leite do Tareco (Morro do Chapéu), Zeca Pereira (São Desidério), Mateus Bessa (Ibotirama-Boa Vista do Lagamar), Naisson Caatingueiro (Carinhanha), Cléber Eduão (São Gabriel/Ibotirama), Márcia Nascimento (Ibotirama), Ulisses Ângelo (Santana), André Marques (Irecê), Marco Haurélio (Riacho de Santana), Carlon Cruz (in memoriam, Oliveira dos Brejinhos), Chico Neto (filho do mestre Minelvino, Bom Jesus da Lapa), Joilson Melo (Oliveira dos Brejinhos), Micaele Ferreira (Brotas de Macaúbas), Silva Dias (Central) e Fonzim de Anagé. 


Antologia Poética dos(as) Cordelistas do Velho Chico, 4ª edição, lançada durante o evento de culminância.
Antologia Poética dos(as) Cordelistas do Velho Chico, 4ª edição, lançada durante o evento de culminância.

“Cultura popular

É cultura de gente sã

E a literatura de cordel

É uma coisa que sou fã

Ainda mais nesta semana

Promovida pela Fundifran”.

(Chico Leite do Tareco, poeta de Morro de Chapéu)



DEPOIMENTOS DE PARTICIPANTES E PARCEIROS(AS)

 

“Nas margens do São Francisco, vez em quando aparece um tal cara de carranca, logo após que escurece, para assombrar malfeitores, toda espécie de agressores e quem no mal permanece. Hoje o Brasil inteiro vira carranca pelo Velho Chico! 3 de junho é Dia Nacional em Defesa do Velho Chico e também é o dia que a gente escolheu para fazer esse diálogo sobre Cordel e Educação que faz parte da programação da Semana dos Cordelistas do Velho Chico, um projeto da Fundifran que tem como objetivo fortalecer o cordel aqui no território.” (Cléber Eduão, Coordenador do Projeto).

 

“É uma satisfação ver um auditório cheio. Gostaria de parabenizar e agradecer por ter todos atendido a solicitação da Fundifran, através de Cléber Eduão, e a Fundifran está muito grata pelo carinho que recebeu de todos que estão aqui presentes. E essa maratona de cultura, gente, não perca não, porque cultura é uma coisa que alimenta a coisa mais íntima nossa, que é a nossa energia, a nossa vontade de viver.” (Taciana Carvalho, FUNDIFRAN).

 

“Do nosso potente e amado território Velho Chico. Por isso minha gente, de verdade, vocês não imaginam o orgulho que sinto quando eu vejo nossos meninos e meninas que estão aqui nesta noite conosco, né, professor Renaildo. Aí assumindo o papel de protagonista, mas também carregando aí suas histórias.” (Aline D'Oliveira Lopes, Diretora do Núcleo Territorial de Educação do Velho Chico)

 

“Então pra gente é uma alegria enorme e quer manter esse calendário todo ano, porque temos que valorizar o Cordel, que é uma das manifestações legítimas do Nordeste. Então, este projeto é pra gente uma grande satisfação, principalmente, porque o Cordel traz aqui a vida do rio São Francisco, as barrancas do São Francisco, da realidade do ribeirinho. E para algumas pessoas que não conhecem a Fundifran, ela é uma Fundação de Desenvolvimento Integrado do São Francisco, uma organização da Sociedade Civil, que tem atuação, estatutariamente em todo o Vale do São Francisco, mas nos seus projetos atua mais no Médio do São Francisco da Bahia, envolvendo o território Velho Chico, o Rio Corrente, a Bacia do Rio Grande, que são os territórios que a gente tem uma atuação direta. Dentro dos seus programas, a Fundifran trabalha com a Tecnologias Sociais nas Comunidades, a Defesa do Rio São Francisco, a Cultura Popular...” (Dermeval Oliveira, Diretor da FUNDIFRAN)

 

“Nós somos uma vinculada da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, por meio do qual o Digital Bahia Literária, um dos projetos contemplados, um dos 81 projetos contemplados pelo Edital Bahia Literária, foi a quarta semana dos cordelistas do Velho Chico. É uma honra estar aqui hoje representando o nosso diretor-geral, Sandro Magalhães, o nosso secretário de cultura, Bruno Monteiro, em nome também do nosso governador Jerônimo Rodrigues, que desde quando secretário de educação, era um grande entusiasta das festas, feiras e festivais literários.” (Raquel Pinto, Fundação Pedro Calmon-SECULT)

 

“Meu nome é Igor Trovanova e eu tô aqui na quarta edição da semana dos cordelistas do Velho Chico, um projeto importantíssimo, eu vim aqui fazer uma cantoria, na homenagem ao mestre Wilson Aragão, mas eu tô vendo aqui que tem de um tudo, tem literatura, tem poesia, tem apresentações, performances artísticas.” (Igor Trovanova, cantador de Salvador)

 

“Oi, eu sou Beatriz Tuxá, indígena do povo Tuxá, localizada no oeste da Bahia, próxima da cidade de Ibotirama. Eu sou cantora, poeta e compositora, sou formada em Comunicação Social com habilitação e Produção Cultural pela Universidade Federal da Bahia. E para mim é uma alegria estar fazendo parte da quarta edição da Semana dos Cordelistas do Velho Chico, um evento tão importante como esse, que reúne tantas atividades, com uma programação linda, com oficinas, com esse espaço em que reúne artesanato, cordéis. Isso fortalece esse intercâmbio cultural, que é muito importante, essa troca com outras pessoas sobre outras perspectivas. E para mim, como mulher indígena, é muito importante estar nesses espaços, assim como eu disse no palco, que são espaços que também são nossos.  Quero agradecer o convite da Fundifran, em nome de Cléber Eduão e todos os apoiadores da Fundação Pedro Calmon por estar realizando essas atividades, que eu acho que são atividades que deveriam acontecer todos os anos.” (Beatriz Tuxá, cantador e compositora indígena)

 

“Olá pessoal, eu sou o Diego Quinteiro, faço parte do Coral Dó Ré Mi e estamos fazendo parte dessa apresentação dessa semana de arte maravilhosa, da Semana de Cordelistas do Velho Chico. E nós fomos convidados por Cléber Eduão pra trazer o nosso coral e apresentar aqui na praça esse evento maravilhoso, com muito amor. Fizemos essa apresentação e trouxemos um pouco da música do que foi o Dó Ré Mi lá na escola. Espero que todos tenham gostado.” (Diego Quinteiro, Coral Dó Ré Mi).

 

“O cordel está conosco aqui. Eu vi a falar que o cordel era só em Serra do Ramalho aqui dessa região, mas eu cheguei aqui agora observando o cordel dentro do Ibotirama, dentro dessa festa maravilhosa. Eu estou maravilhado com isso. Já comprei alguns cordéis aí, até que eu quero me maravilhar, com história que eu já conhecia, mas que hoje eu vou conhecer mais de perto.” (Mestre Severino, Professor)

 

“O projeto Semana dos Cordelistas, além de valorizar os cordelistas e artistas da região, tem aberto espaços para a venda de produtos culturais, que é muito importante também para o artista, né velho? Então assim, maravilhoso velho, eu fico muito feliz em fazer parte dessa história, juntamente com Cléber e todas essas pessoas que aqui estão, para mim é uma honra.” (Marcelo Nunes, Poeta e Compositor)

 

“Eu sou Pita Paiva e eu tenho a felicidade de ter aplicado uma oficina hoje, de trazer uma exposição de xilogravuras também aqui para a feira e saber que aqui em Ibotirama, aqui no território Velho Chico tem um evento tão importante desse, acho que é bastante estimulante para a gente enquanto cordelista, enquanto poeta, ou pessoa que gosta da arte, ou que desenvolve qualquer tipo de arte em artesanato ou qualquer modalidade de arte, além das oficinas de formação. Pra gente é muito gratificante saber que na Bahia, especialmente aqui em Ibotirama, tem um evento como esse. Quero dizer que é um prazer estar mais uma vez aqui em Ibotirama, essa cidade que toda vez que eu chego sou muito bem acolhido, então meus agradecimentos a cada um de vocês, a cada uma de vocês.” (Pita Paiva, Poeta e Xilógrafo, Uibaí)

 

“Agora quero parabenizar por este evento a Fundifran, na pessoa de Cléber Eduão, parabéns, que evento bonito! Eu moro há 17 anos na região, eu tenho percebido essa confluência de culturas, dessas culturas ribeirinhas, que envolvem pelo menos três territórios aqui na região, do território da bacia do Rio Corrente, da bacia do Rio Grande e da bacia do Velho Chico.” (Cícero Félix, professor da UFOB, Santa Maria da Vitória)

 

 “E esse projeto vem desde abril, né? E outras cidades aqui que fazem parte do território Velho Chico, muito bom. Parabéns à Fundifran, parabéns à Cléber Eduão, nosso coordenador. Que evento maravilhoso! Bom demais! E viva a cultura, viva o cordel, viva o Velho Chico e viva o Ibotirama!” (Reginaldo Belo, Cantador)

 

“Eu sou Toquinha Cruz, de Boa Jesus da Lapa, sou produtora cultural e faço parte do Boi da Privintina. O Boa da Privintina é um resgate, uma revitalização de uma manifestação das ilhas de Boa Jesus da Lapa. Então, a gente já trabalha há alguns anos pesquisando, com trabalho realizado nas escolas municipais, nas escolas estaduais. Nós somos um Ponto de Cultura, Amigos do Boa da Privintina. O idealizador desse trabalho é o líder da Banda Morão de Privintina, Paulo Araújo. E fazemos parte diretamente dessa revitalização, eu, Toquinha Cruz, Paulão e Nirley. Então, a gente faz esse trabalho não só em Boa Jesus da Lapa, mas em outras cidades do Velho Chico. Inclusive, estivemos agora em Barra.” (Tokinha Cruz, Produtora Cultural de Bom Jesus da Lapa)

 

“Eu sou Antônio Regie de São Gabriel, cordelista, contista, graduado em letras, já publiquei 78 cordéis, pesquisador da literatura de cordel e de genealogias. Estou participando da quarta edição da Semana dos Cordelistas do Velho Chico, e para mim é um momento importantíssimo, é um evento solene onde transpira cultura, e o cordel tem isso. Então para mim é um momento de pura alegria e de gratidão. Sinto-me honrado em participar dessa antologia. E viva o Cordel, viva a Semana dos Cordelistas e viva a Cultura Popular.” (Antônio Regie, Poeta e Pesquisador, São Gabriel)

 

“Eu sou Clendson Barreto, da cidade de Irecê e estou aqui representando o Quarteto Lamparina, que faz parte da programação da quarta edição do encontro de cordelistas do Velho Chico. É muito bom estar aqui nesse evento grandioso, com muita riqueza, com muita grandiosidade. E o Quarteto faz um som dentro da linha do cordel, dentro da linha do samba e do forró. E a gente está se sentindo muito bem acolhido aqui nesse evento maravilhoso.” (Clendson Barreto, Quarteto Lamparina, Irecê)

 

“Meu nome é Ulisses Ângelo, sou poeta cordelista. Estou aqui fazendo presença nessa semana dos cordelistas do Velho Chico. Esse projeto maravilhoso, feito pela Fundifran que tem uma importância muito grande dentro do campo artístico, principalmente para nós cordelistas, para nós profissionais da palavra, porque o evento traz o que tem de melhor na nossa região, aqui do Velho Chico, que é a literatura de cordel, que é essa arte tão genuína, tão nordestina. E é um evento que trouxe de volta algumas raízes, trouxe de volta alguns poetas que estavam meio que desistindo da carreira artística, voltaram para cá e fizeram uma apresentação maravilhosa, foi bom conhecer toda a história dos poetas aqui, conhecer a história da cidade de Ibotirama, que é profundamente cultural.” (Ulisses Ângelo, Poeta Cordelista, Santana)

 

“Olá, eu sou Índia Catingueira, estou aqui na Semana dos Cordelistas do Velho Chico, com grande alegria e com muito entusiasmo que eu participo desse evento, um evento de grande importância para aqueles e aquelas que estão iniciando ou os que já estão há mais tempo no caminho da escritura de cordel. O cordel para mim é uma inspiração que eu trago no coração a partir das vivências que eu tive com meu pai quando, no fim de tarde, no ar de assentamento, na luz de um candeeiro, ele lia os cordéis para a gente e incentivando as aventuras de João Grilo e outros personagens através dessa literatura.” (Índia Caatingueira, Poeta e Educadora, Irecê)
“De modo que para nós, de maneira pura e simples, sem muitas palavras, é uma satisfação estar no meio desse pessoal que, apesar dos muitos pesares, ainda se propõe a realizar coisas com competência e seriedade.” (Paulo Gabiru, Cantador, Bom Jesus da Lapa)

 

Evento que reúne 30 cordelistas com a antologia e o palco com as apresentações musicais, a Feira de Artesanato, a Xilogravura presente, então é bom estar aqui às margens do Rio São Francisco, o Rio da Integração Brasileira, precisamente aqui na cidade de Ibotirama, fazendo esse grande encontro de cordelistas e hoje o cordel recebe essa grande força com apoio dos editais e a gente aqui precisamente no território Velho Chico tem Cleber Eduão que coordena este grande evento juntamente com a Fundifran, com a parceria com o Governo do Estado e a Fundação Pedro Calmon, convidando poetas e cantadores para fazer essa grande festa, que maravilha! a semana todinha de oficinas, de apresentações e isso é que nós precisamos para a gente realmente construir dias melhores.” (André Marques, Poeta Cordelista, Irecê)

 

“Meu nome é Jess Carvalho, sou cantora e produtora cultural e participei hoje aqui da culminância do projeto Semana dos Cordelistas do Velho Chico, em sua quarta edição. É um projeto que a gente vê crescendo e trazendo a juventude pra praça, pra rua, pra poder falar de Cordel, falar de poesia, falar de música, e transforma a nossa cidade num berço da cultura e da poesia.” (Jess Carvalho, Cantadora e Produtora Cultural)

 

“Boa noite, meu nome é Reizinho aqui de Ibotirama, passando por aqui para registrar a importância desse evento na nossa cidade, o evento de uma semana em que Cordel reinou imperativo, onde os poetas cordelistas derramaram sua poesia pelo cais e pelas praças da nossa cidade. Um evento grandioso organizado pela Fundifran, com o apoio do Governo do Estado, Fundação Pedro Calmon, a Secretaria de Cultura. E é isso aí, um evento maravilhoso que dinamizou não só a nossa arte, essa arte que ainda é um pouco conhecida, um movimento que só merece o nosso aplauso e dizer que. Sem poesia, o rio morrerá”. (Reizinho, Poeta e Cineasta)

 

“Eu sou Gilberto Moraes e estou aqui para falar sobre a importância desse evento, desse projeto na cidade de Ibotirama, pois a Semana dos Cordelistas do território Velho Chico potencializa a cultura popular, faz com que apareçam escritores do cordel, renomados e também pessoas que estão iniciando na trajetória a escrever cordel. É muito importante quando tem essa promoção do cordel no interior do estado da Bahia”. (Gilberto Morais, Rede de Teatro do Velho Chico)

 

“Então gente, essa é a culminância da quarta edição da Semana dos Cordelistas do Velho Chico. Um projeto da Fundifran. A primeira edição foi realizada em 2011 com apoio de um edital do Banco do Nordeste, a segunda edição em 2019, a terceira edição no período da pandemia que foi em 2021 e agora essa quarta edição que é um momento muito especial porque com apoio de um edital muito importante do Estado chamado Bahia Literária, está aí sob a gestão da Fundação Pedro Calmon, mas tem apoio também da Secretaria de Educação do Estado. Nessa edição do projeto nós temos apoio da Secretaria Municipal de Cultura, da Secretaria Municipal de Educação e também aí da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Urbano, isso é muito importante dizer também. E é um projeto que envolve um montão de coisa, eu acho que essa edição a gente conseguiu fazer uma caminhada boa pelo território, estamos aí publicando a quarta edição da Antologia com 35 poetas e agora fechando com várias oficinas realizadas entre maio e início de junho e a culminância agora nos dias 4, 5 e 6, com uma programação vasta, com poetas da antologia, manifestações culturais, povos indígenas e não menos importante, uma feirinha de arte, uma feira de cordel, uma feira de culinária, fazendo também desse de evento, um momento de fortalecimento da economia, geração de trabalho e renda a partir da cultura, com mais de 100 empregos diretos e indiretos gerados pelo projeto. Eu acho que é isso.” (Cléber Eduão, Poeta e Produtor Cultural)

 
 
 

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